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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Cravo e Canela - A minha música

Conforme já referimos na mensagem anterior, com o decorrer do tempo a canção " A minha música" transformou-se numa das canções mais conhecidas de José Cid, principalmente devido ao seu refrão, a que todos os músicos de longa carreira não podem ser indiferentes.Embora não tenha sido um tema de sucesso imediato, tal como foi, por exemplo, " Vinte Anos" ou " Na cabana junto à praia", " A minha música" pertence já à galeria de canções de José Cid que acabaram por ser constantemente alvo de versões por quase todas as bandas de covers portuguesas bem como por artistas que se aventuram a gravar em estúdio a sua própria interpretação do tema ainda que de acordo com o estilo de cada um.
Foi o que aconteceu igualmente com um duo feminino muito pouco conhecido que descobrimos recentemente num mercado regional, mais precisamente na tenda dos CDs e das cassetes (lembram-se delas?) de música dita popular. Falamos de Cravo e Canela, duas jovens lançadas pela Editora Vidisco, que no seu CD de estreia interpretam à sua maneira uma versão do tema " A minha música" de José Cid, com arranjos de Páquito.
No nosso blogue não nos compete especialmente discorrer sobre outros artistas mas, diga-se, mesmo que fosse nossa intenção sempre esbarraríamos na pouca informação existente acerca deste duo na internet, embora se encontrem com algum facilidade vídeos no youtube e até uma página pessoal no facebook. Para nós, o que realmente nos apraz salientar é mais uma versão de um tema de José Cid,com recurso a uma programação rítmico muito disco-sound, para não destoar radicalmente do resto do álbum, quase todo composto por versões bem conhecidos de cantores portugueses, tais como Paulo Gonzo, Dina, Heróis do Mar, etc.
Fica aqui, portanto, mais uma curiosidade referente à vasta obra de José Cid. Voltaremos em breve com mais versões.





Clique no Play para ouvir um excerto da canção

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

André Luiz - Portuguesa Bonita

Por mais do que uma vez, as músicas de José Cid foram versionadas por artistas do outro lado do Atlântico, nomeadamente por artistas brasileiros ( lembramo-nos por exemplo da conhecida Joanna ou de um menos conhecido Sá Morais). Sobre essas versões um dia nos debruçaremos. Contudo, para já, deixamos um interessante registo de um artista que também nós, tal como o título do seu L.P. assim o sugere, apelidamos de um artista português-brasileiro. ( É que contrariamente ao que se pensa, Roberto Leal e Cármen Miranda não foram os únicos artistas "portugueses-brasileiros" que Portugal viu nascer e a fazer sucesso sucesso em terras de Vera Cruz ). Estamo-nos a referir ao cantor André Luiz que, embora não tenha obtido o sucesso daqueles últimos, ousou fazer a sua carreira no Brasil, enquanto emigrante.
Sobre o percurso musical de André Luiz, confessamos nada saber, pelo que nada mais nos resta senão o recurso à pequena biografia constante na contracapa do seu terceiro L.P, para podermos apresentar este artista aos leitores. Confessamos igualmente que, não fosse o facto de André Luiz ter cantado também ele a canção "Portuguesa Bonita" de José Cid, provavelmente jamais iríamos adquirir este disco, tendo em consta os géneros musicais que apreciamos e que se afastam de alguma forma do registo espelhado no disco que hoje damos a conhecer.
Recorrendo então à parca informação de que dispomos, adiantamos que André Luiz, português, chegou ao Rio de Janeiro em 1977, tendo gravado o seu primeiro disco em 1981 e o segundo disco no ano imediatamente a seguir. Cantando sempre canções portuguesas, gravou em 1984 o seu terceiro disco ( que hoje apresentamos) incorporando no mesmo versões registos musicais que em Portugal fizeram grande sucesso, como por exemplo, " Eu tenho dois amores" ( popularizado por Marco Paulo" " Verde Vinho" ( por Paulo Alexandre ) e, no caso a canção que mais nos prende o interesse, "Portuguesa Bonita" de um tal José Cid.
Sem mais rodeios, porque nada mais podemos dizer, deixamos para os ouvintes ( por certo curiosos )um excerto da versão "portuguesa-brasileira" de Portuguesa Bonita, interpretada por este agora desconhecido cantor português-brasileiro, na qual não deixa de ser curioso o cruzamento de vozes portuguesas e brasileiras ( pelo menos na parte da refrão) acentuando ainda mais o carácter bipolar deste disco.




Clique no Play para ouvir um excerto da canção

domingo, 30 de outubro de 2011

Amanhã, Amanhã - Conjunto Mota e Costa

Conforme já referimos algures neste blogue, sendo José Cid um dos artistas mais reconhecidos no panorama musical português, foi com naturalidade que ao longo de mais de 40 anos de carreira discográfica as suas músicas têm sido sendo reinterpretadas por outros artistas, nos mais diversos estilos musicais, desde a música ligeira, rock, fado ( incluindo o humorístico), jazz e musica popular, como por exemplo o acordeão e até conjuntos típicos.
Tendo tal facto em mente a partir de hoje tentaremos, sempre que possível, intercalar uma mensagem referente a uma canção de José Cid, cantada pelo próprio José Cid com uma outra mensagem referente a versões dessa mesma canção gravadas e interpretadas posteriormente por outros artistas.
Começamos hoje com uma primeira alusão a uma versão de uma canção de José Cid interpretada por um conjunto típico: Referimo-nos ao tema "Amanhã, Amanhã", interpretado pelo Conjunto Mota e Costa, gravado para a Editora Roda em 1973 ( Roda RPE 1215) tendo como cantador António Teixeira. Naturalmente não temos muitas considerações a tecer sobre a versão deste tema, uma vez que a mesma em si mesmo não é surpreendente na medida em que segue a linha musical normal que o Conjunto Mota e Costa seguia na altura, embora, o Conjunto Mota e Costa não fosse tecnicamente um conjunto típico na medida em que se socorria de uma instrumentalização por vezes bem diversa dos genuínos conjuntos típicos da altura.
Seja como for, de todas as versões que conhecemos do tema "Amanhã, Amanhã "de José Cid, esta versão, sem dúvida, a que mais nos transporta para um estilo radicalmente diferente da versão original, permitindo-nos assim destacar a versatilidade que próprias canções podem revestir ( sejam de José Cid, sejam de outros artistas). Por essa razão, mais por curiosidade, do que por outra coisa, deixamos aos nossos leitores um excerto da canção, com a promessa de que mais atempadamente voltaremos com novas versões.




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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A Anita já é bonita - Florbela Queiroz

As músicas de José Cid, praticamente desde o inicio da sua carreira e até aos nossos dias, têm sido objecto de inúmeras versões, cantadas pelos mais diversos artistas, dentro de enumeras correntes musicais. Exemplo disso é o recente disco de Susana Félix, “Nós” na qual esta interpreta a canção Vinte anos, de José Cid.
Curiosamente algumas das canções com letra e autoria de José Cid foram primeiramente gravadas por outros artistas, sendo só mais tarde foram gravadas em nome próprio por José Cid. De rápida memória lembramo-nos, por exemplo, de “Gloria Aleluia” por Tonicha e Simone de Oliveira, “Amanhã, amanhã” por José Cheta e de "Big Brother Joe", por Edmundo Falé, entre muitas outras. Menos conhecido é o facto de algumas das canções de José Cid terem sido literalmente parodiadas por outros artistas, uns assumidos cantores ou actores, outros assumidamente comediantes e até por fadistas aspirantes a humoristas, que mais tarde elencaremos.
A peculiar ( e divertida )versão sobre a qual nos debruçamos hoje é a paródia de “Anita não é bonita “idealizada por Eduardo Damas e transformada em disco em disco com o título travestido de “A Anita já é bonita”, cantada pela conhecida actriz Florbela Queiroz.
Para os mais novos (geração na qual nos incluímos) poderá causar alguma estranheza tal versão ter sido interpretada por Florbela Queiroz. No entanto, a carreira artística de Florbela Queiróz teve desde sempre associada não só ao teatro, como também ao mundo da canção, não sendo excessivo dizer mesmo que durante a década de 60 e inícios da década de 70 a representação e a canção andaram de mãos dadas na vida artística de Florbela Queiroz. Aliás, são mesmo um regalo para os nossos ouvidos as canções que Florbela Queiroz gravou para a Editora Tecla entre 1966 e 1967, coincidindo com os seus três primeiros EP's.
Não podendo, no entanto, Florbela Queiroz, transformar-se numa espécie de mulher dos sete instrumentos, devido às constantes exigências e solicitações que lhe eram impostas devido ao seu estatuto de mulher pin-up da altura, a carreira de Florbela Queiroz acabou por seguir o seu curso natural, sendo hoje conhecida, sobretudo, como uma mulher ligada ao teatro e à televisão, apesar de hoje Florbela Queiroz (artista com quase 60 anos de carreira – e não de idade) não se encontrar devidamente reconhecida pelos seus pares, sendo as solicitações para o teatro cada vez menos frequentes.
Quer se goste quer não da sua voz em finais de década de 70 (uma vez que as opiniões relativamente a esta questão são quase sempre antagónicas), a verdade é que o registo de “A Anita já é bonita” parece-nos encaixar que nem uma luva na voz de Florbela Queiroz e no ritmo acelarado desta canção. Quer se pensa tratar-se de humor vendido ao desbarato ou não, o certo que ao som desta canção a aldeã Anita que era feia, afinal passa a ser bonita bastando para isso uma idas a Lisboa a um instituto de beleza para corrigir alguns dos seus defeitos de rosto e não só (para os mais atentos, é feita uma referência ao facto de a própria Anita ter levantado as “maminhas...”).
Para finalizar este texto, deixamos uma pequena referência ao facto de nesta canção/ paródia, existir uma referência expressa a Mogofores, terra onde José Cid continua a viver actualmente, sendo a única referência que conhecemos às terras do Mogo numa música referente a José Cid.

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