domingo, 1 de março de 2009

Nossa Senhora do Tejo

Nasci na margem de um rio/ que me banhou em menino/ que me levou para longe/ quando traçou o meu destino. São estes os primeiros versos que José Cid escreveu em 2002 ao compor a canção Nossa Senhora do Tejo e que bem podiam ser um reflexo do percurso da sua vida.
José Cid nasceu na Chamusca, uma vila junto à margem Sul do Tejo, tendo sido levado pelos seus pais, com apenas 11 anos, para viver no centro do país, em Mogofores, no concelho de Anadia, terra onde se radicou até aos dias que hoje correm. A proximidade de Mogofores com a cidade de Coimbra fê-lo desde muito cedo compreender e seguir o seu destino, que parecia traçado quando saiu da Chamusca: a música. Para Coimbra fugia para tocar, tendo sido lá que formou os primeiros grupos de música onde participou ( os Babies e a Orquestra Ligeira do Orfeon Académico) e ainda hoje, quando é convidado para concertos com um registo mais intimista por esse país fora, fá-lo quase sempre acompanhado pelos sons das guitarras de Coimbra.
O tema que escolhemos para hoje é também presença habitual no alinhamento normal de um concerto mais intimista de José Cid. Falamos de Nossa Senhora do Tejo, tema que José Cid compôs para a telenovela portuguesa “ Filha do Mar” num formato mais acústico e que o Artista incluiu também no seu álbum de 2002 “De Surpresa” (Ovação 5041 UPCD), dedicando-o a todos os que nasceram nas margens do Tejo, em particular aos chamusquenses.
No entanto, quem pense que a versão de "Nossa Senhora do Tejo" incluída na banda sonora original da novela “ Filha do Mar” é igual à versão incluída no disco “De Surpresa” está redondamente enganado. Bem pelo contrário; terá precisamente uma surpresa! Para continuarmos a mostrar o lado mais camaleónico de José Cid, nada melhor do que partilharmos com os nossos leitores a versão house de Nossa Senhora do Tejo, ou melhor, a versão "house acústico", conforme acertada descrição no booklet que acompanha o CD.
Confessamos que a dance music, tecno, trance ou house, não são propriamente os nossos estilos de música preferidos, nem provavelmente os do próprio José Cid. No entanto, não podemos deixar de mostrar mais uma vez a versatilidade das canções de José Cid. Em relação ao tema de hoje, muito mais do que um mero remix, estamos perante uma canção com um destinatário determinado, bem fácil de descortinar pelo som das violas que se cruzam facilmente com as águas do Tejo e com a vila da Chamusca. Fica então aqui o registo de que, pelo menos por uma vez, também José Cid se aventurou pelos campos da música electrónica dançável.


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